Nem sempre todos estão certos, mas...

Algumas pessoas sentem-se atraídas por teorias intersubjectivistas, segundo as quais algo é de valor ou não dependendo de ser valorizado por uma comunidade de valorizadores. Se a valorização de um indivíduo não é suficiente para dar à coisa o seu valor real, contudo, é difícil ver por que razão o aval de um grupo terá mais peso. Se uma pessoa se pode enganar quanto ao valor, por que não podem cinco pessoas enganar-se, ou cinco mil? A história da arte, ou até a moral, parece um testemunho mais que suficiente da perspectiva de que uma sociedade inteira pode estar enganada.

Susan Wolf


...Mas irmãos, nada de usar isso como argumento, que fortaleça a convicção de suas teorias.

segunda-feira, 25 de julho de 2011 by Unknown
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Quantos pintores fazem isso?

"Eu pinto pessoas, não necessariamente pelo que elas parecem, não exatamente pelo que elas são, mas como eles deveriam ser."




Lucian Freud (1922 - 2011)

domingo, 24 de julho de 2011 by Unknown
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Walking Through the Empty age



Yoko Ishida - Walking Through the Empty age by AiltonSI



Caminhando perante a era vazia

É esse o fim da imensa trilha
Através da mente confusa?
É o fim do firmamento estrelado?
Estamos andando às cegas?


Este é o fim do caminho destroçado?
É a morte do tempo?
É o fim dos mares mentais azuis?
Estamos navegando às cegas?



(Trechos da 2ª Ending do anime Texhnolyze)




sexta-feira, 22 de julho de 2011 by Unknown
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A natureza da arte, por Dennis Dutton

Trecho garantido no Critica na Rede.
Adorei essa explicação feita por Dennis Dutton, sobre a arte.
(P.S: Texto imenso. MAIS IMENSO no link acima. Mas valeu a pena.)

"Pode-se reduzir os aspectos característicos encontrados transculturalmente nas artes a uma lista de itens nucleares, doze na versão apresentada em seguida, a que chamo critérios de reconhecimento. Alguns dos itens destacam aspectos de obras de arte, outros destacam qualidades da experiência da arte. Outros teorizadores propuseram listas semelhantes no propósito, embora não idênticas no conteúdo. Nestas se incluem listas publicadas em 1975 por E. J. Bond, Richard L. Anderson (1979 e repetidamente revista desde então), H. Gene Blocker (1993), Julius Moravcsik (1992), e Berys Gaut (2000).2 Publiquei duas predecessoras da presente lista (2000 e 2001).3 A minha lista presta-se portanto à correcção por meio do esclarecimento, permutação de itens, ampliação, ou redução. Os itens que nela constam não são escolhidos para satisfazer um propósito teórico preconcebido; pelo contrário, a finalidade destes critérios é proporcionar uma base neutra à especulação teórica. Pode-se descrever a lista como inclusiva no modo como refere as artes em várias culturas e épocas históricas, mas não é por essa razão um compromisso entre posições adversárias que se excluem mutuamente. Reflecte um domínio vasto de experiência humana que as pessoas identificam sem dificuldade como artística. David Novitz observou que “as formulações precisas e as definições rigorosas” pouco ajudam a captar o significado da arte transculturalmente.4 Não obstante, só porque, como afirma Novitz, não há “um só modo” de ser uma obra de arte, não se segue que os “muitos modos” contrários sejam tão irremediavelmente numerosos a ponto de não se poder especificá-los, mesmo que o domínio a que se referem seja tão irregular e multifacetado como o da arte. Na verdade, serem especificáveis, por mais que sejam abertos à discussão, é exigido pela própria existência de uma bibliografia sobre estética transcultural.
Uma lembrança de que, dada a existência de inumeráveis casos marginais, por “arte” e “artes” refiro-me a artefactos (esculturas, pinturas, e objectos decorados, tais como ferramentas ou o corpo humano, e partituras e textos considerados como objectos) e execuções (danças, música, e a composição e recitação de histórias). Quando falamos acerca de arte, concentramo-nos por vezes em actos de criação, por vezes nos objectos criados, noutras ocasiões referimo-nos mais à experiência que se tem destes objectos. Formular estas distinções é uma tarefa distinta. A lista consiste portanto nas características indicadoras da arte considerada como uma categoria universal, transcultural. Com isto não afirmo que qualquer item na minha lista pertence exclusivamente à arte ou à experiência que dela temos. Muitos destes aspectos da arte estão em continuidade com experiências e aptidões não artísticas; relembramos isto aqui entre parêntesis, na conclusão de cada entrada.

by Unknown
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Swallowtail on the death valley

kimi wa doresu wo matou
kage wo seotta ageha
yume wo ubatta kanraku no sabaku de



Você está usando um vestido;
Uma borboleta queimada, com uma sombra
No deserto do prazer, que roubou seu sonho.



(Trecho da música de The Gazette, Swallowtail on the Death Valley)

quinta-feira, 21 de julho de 2011 by Unknown
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O dogma anti-dogma

Fonte: Crítica na Rede

Autor: Desidério Murcho*
Fotos e modelo do post garantido pelo Bule Voador, blog oficial da LiHS

Todo o dogma é uma crença, mas nem toda a crença é um dogma. Uma  crença é qualquer representação, susceptível de ter valor de verdade,  que um agente cognitivo faz das coisas. Todos cremos, por exemplo, que  Hitler existiu e que a água nos mata a sede. Toda a fé é uma crença, mas  nem toda a crença é uma fé. A fé é uma crença especificamente  religiosa, e, como os dogmas, poderá ter outros elementos além dos  puramente epistémicos.


Os dogmas têm uma componente epistémica e uma componente psicológica,  e caracterizam-se pela relação pouco recomendável existente entre  ambas. A componente epistémica do dogma é ser uma crença que a pessoa  que a tem é incapaz de justificar adequadamente; a componente  psicológica é uma forte adesão, emocional ou pessoal, a essa crença. Uma  pessoa é tanto mais dogmática quanto maior discrepância existir entre a  força das razões ou justificações de que dispõe a favor de uma dada  crença e a força da sua adesão.

“uma pessoa ateia pode ser dogmática  se não tiver justificações adequadas  para isso, ao mesmo tempo que  adere veementemente ao seu ateísmo, como  parece o caso de Nietzsche”

Todos temos inúmeras crenças injustificadas ou inadequadamente  justificadas, pela simples razão de que nenhum de nós pode analisar  cuidadosamente todas as suas crenças. Assim, no que respeita à  justificação de crenças, é inevitável uma certa distribuição do trabalho  intelectual. Eu creio que a água é H2O, mas a minha  justificação a favor desta crença, ainda que adequada, é secundária, no  sentido em que se baseia no que os cientistas afirmam. Apesar de eu não  dispor de uma justificação epistemicamente primeira para esta crença,  não é um dogma para mim porque não tenho em relação a ela um apego  desproporcional: se amanhã eu ler uma notícia na Nature declarando que vários cientistas confirmaram que há um erro subtil que os fez pensar que a água era H2O quando na realidade é outra coisa qualquer, não terei dificuldade em abandonar a minha crença anterior.


by Unknown
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Lingua Negra

Um amigo, Jonathan, pediu para que escutasse uma banda nova, cujo novo trabalho foi lançado ontem. (20/ 07/2011). Sobre a Máquina (Clique neste link entrar no site com download do single)


Então, aqui estou, e fiz um pequeno ritual que eu faço: deito-me agradavelmente no sofá,  no local, bem escuro, e aprecio o som com um fone de alta qualidade e sensibilidade. E aqui relato minha experiência com uma faixa.

Clica o play.
  Lingua negra by AiltonSI

(00:05) Ai, meu ouvido *ajusta o volume para mais baixo e escuta tudo de novo*
(01:20) Isso aqui é o quê, alias? I-Doser? Há música?
(01:25) *Pequeno susto espontâneo*
(01:30) Clima legal e
(01:43) Riff do baixo já dando mais um peso. Me sinto agora um ser vivo, que é um perigo biológico. (?)
(02:38) O clima ficando mais pesado e oscilado. Delirios aloks.
(03:31) Ficando mais pesado, e pesado... Isso é como conversar com o Ectasy e ouvir ela, deixando fluir... q
(03:50) RAIRIARIAIRAIRIAIRAR, sons formigando!
(04:35) QUE É ISSO, O SATÃ RUNGINDO
(04:57) *fica agoniado com o sussurro aumentando a tonalidade*
(05:10) Ficando mas fraco, agora estou acordando, acordando...?
(05:37) Um som relaxante e... Me levanto de um transe de curto prazo.

Leio todo esse relatório em cima... Nossa, tão pouco tempo e evidenciei isso?

by Unknown
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